terça-feira, 24 de março de 2009


THE WRESTLER

The Wrestler conta-nos a historia de uma ex-superstar do wrestling americano que teve um sucesso tremendo na década de 80, mas o filme não retrata esse período da vida de Randy The Ram Robinson, mas sim nos dias de hoje em que o outra hora famoso wrestler, cai em esquecimento e que se tem que contentar com o circuito indie do wrestling americano.
O filme é realizado por Darren Aronofsky, qualquer trabalho que faça é sempre uma experiencia emocional por vezes difícil de assistir, mas talvez seja isso que o torna único, porque poucos realizadores seriam capazes de pegar num filme de wrestling ou sobre um wrestler e torna-lo não so num grande filme de desporto como num grande drama.
O veterano actor Mickey Rourke é quem intrepreta a personagem principal e com toda a franqueza parece que nasceu para fazer este papel( graças a deus que Nicolas Cage desistiu do projecto) em Mickey temos um wrestler que consegue ser cartoonish dentro do ringue e realista fora dele, fora dele Randy é uma pessoa atormentada por não ter o sucesso e a juventude que dantes tinha, a moral do filme é um bocado essa, ou seja embora randy saiba que os tempos de gloria já la vão ele não quer aceitar e continua a fazer aquilo que gosta.
O resto do elenco oferece performances sólidas inclusive os próprios wrestlers, nota especial para Marisa Tomei que faz de interesse amoroso de Randy e que merece os prémios para que foi nomeada.
Em conclusão The Wrestler oferece-nos um bom retrato de wrestling, como ele realmente é e mesmo que não sejam entusiastas da modalidade, o filme merece ser visto não so pela inspiradíssima performance de Mickey Rourke, mas pelo o que filme representa, juntando isso a uma canção fantástica de Bruce Springsteen( que capta o espírito do filme na perfeição) e temos um filme impactante , que vos ficara na memoria durante muito tempo…
Nota Final – 8,7

sábado, 21 de março de 2009

WATCHMEN REVIEW

Para o que seria, na opinião do público em geral, um dos melhores filmes do ano, este filme é uma pequena desilusão. Não por ser um mau filme, pois possui efeitos especiais e elementos em termos históricos e culturais deveras interessantes, mas o exagero em diálogo e a caracterização demasiado elaborada de certas personagens tornam-no algo fastidioso.

Watchmen insere-se na categoria de filmes de super heróis, que no novo século têm prosperado imenso com vários filmes a estrear anualmente, mas distingue-se dos demais por várias razões.
Em primeiro lugar, a história não segue um protagonista ou um grupo de protagonistas a lutar e tentar impedir um plano por parte de um antagonista. Isto é possivelmente a ideia mais inovadora do filme. A audiência não irá conseguir distinguir quem são os heróis e quem os vilões (se existem), pois a história toma imensas reviravoltas, o que torna difícil separar uns dos outros. A linha entres os dois campos é muito ténue e em certas partes nem existe.
Todos os protagonistas têm virtudes e defeitos normalmente atribuídos a meros seres humanos, e não propriamente as que são associadas ao estereótipo de um super herói. Todos cometeram erros, alguns bem graves, ao longo de suas vidas e no decurso do filme, mas depois contrastam estas situações com acções heróicas e salvando vidas.
Realmente estas frequentes reviravoltas no enredo contribuem para que Watchmen seja colocado numa categoria por si só, na secção de filmes baseados em super heróis.

O filme começa bem e de uma forma muito prometedora, com um combate entre The Comedian e um homem inicialmente não identificado. A luta desenvolve-se de uma forma bem coreografada e não demasiado exagerada. Os efeitos especiais utilizados e os slow motions aplicados relembram cenas do filme 300, não fosse o realizador de Watchemen a mesma pessoa, Zack Snyder.

Depois desse combate, começa o filme a desenrolar-se verdadeiramente. Seguimos um diário mantido por uma das personagens principais, Rorschach, e passamos a conhecer os membros de Watchmen um a um. E é nesta parte que o filme começa a ir por água abaixo.

Diálogos longos e tediosos, histórias e recordações que em pouco ou nada contribuem para estabelecer as personagens e as suas personalidades e, o que mais me irritou neste filme, explicações demasiado elaboradas para certas personagens secundárias do filme.
Um bom exemplo disso é um monologo de cerca de 10 minutos que Dr. Manhattan tem descrevendo como conheceu a sua ex-mulher e os maiores acontecimentos da sua relação com a mesma. Isso não seria tão mau, não fosse a mulher dele aparecer apenas por 1 minuto no ecrã para dizer que tem cancro e de resto não tem mais nada a ver com o filme ou o enredo principal do filme.
O que é que isto significa? Que perdemos 10 minutos da nossa vida a tentar não nos adormecer para nada! Não se perdia nada ao remover esta cena do filme, bem pelo contrário, só iria melhorá-lo. E isto é apenas um exemplo dos vários que se encontram neste filme.

Depois o filme segue um padrão bastante previsível, alternando entre cenas de nudez explícita ( por vezes perturbadora), para cenas de violência (muitas vezes gráficas e perturbadoras), e de seguida diálogos e monólogos de 10 minutos (estes também perturbadores, mas de outra maneira, pois temos de nos esforçar para não adormecer para não perdermos as cenas de nudez ou violência).

O filme tem o mérito de retractar bem (por vezes demasiado) as personagens, estabelecendo os motivos pelas suas acções, mas, e não me canso de dizer isto, exagera na abundância de diálogos e monólogos. Tem excelentes cenas de acção, utilizando com frequência o efeito “shock and awe”, apanhando a audiência desprevenida com o uso da violência (que não é pouca) e o uso de sangue (só aí devem ter gasto metade do orçamento).

O soundtrack do filme é uma das suas melhores virtudes. As músicas são perfeitas a enquadrar o filme nos anos 80 e, quando ocorrem retrospectivas por parte dos protagonistas, a música enquadra as mesmas na época em que ocorrem. Neste aspecto a escolha das músicas foi muito bem executada.
O Soundtrack tem músicas de autores bem conhecidos, como Nat King Cole, Simon and Garfunkel e Bob Dylan, que contrastam com outros menos conhecidos pelo público em geral, como são os casos de Nina Simone e Leonard Cohen.
Na minha opinião pessoal, este soundtrack é uma das maiores surpresas positivas que este filme ofereceu e, até ao momento, é certamente o filme que possui o melhor soundtrack, ao qual atribuo uma nota de 9,3/10.

Concluindo, trata-se de um filme que vale a pena ver uma vez no cinema, e não mais voltar a vê-lo. É daqueles filmes que não vale a pena comprar e DVD, pois acreditem quando digo que quando se vê uma vez, não se quer voltar a repetir a tortura agonizante de ter de reviver estes horrorosos diálogos tediosos. O filme ganha pontos pelas cenas de acção e pela inovação de ter criado um mundo paralelo ao nosso, que é ao mesmo tempo reconhecível e em muitas formas diferente da nossa realidade, bem como pelo magnífico soundtrack, que contribui bastante para a nota atribuida a este filme.
Watchmen deixa também a ideia de um uso exagerado e gratuito de violência chocante e gráfica, que não é para todos os gostos. Se forem pessoas sensíveis, recomendo vivamente que não vejam este filme.

Atribuindo uma nota de 0 a 10, considero que este filme vale um 7,4 nesta escala. Se não tivesse tantos diálogos infernais, receberia certamente um 8,3 no mínimo.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Blog de Reviews Cinematográficas

É sexta-feira à noite, não tem nada para fazer e não tem nenhum encontro planeado. Olha para a rua e contempla o que fazer. Na televisão dão as mesmas coisas de sempre e já não há paciência. Então, tem uma ideia genial: ir ao cinema!

Mas como decidir qual filme ver e se o que pretende ver vale a pena? É aí que nós entramos em acção.

Nós vamos fazer reviews dos novos filmes e blockbusters, assim será mais fácil tomar uma decisão. Pensa que é só isso? Pois, não é! Vamos também fazer reviews de filmes clássicos, dos bons e especialmente os muito maus.
E muito mais ainda para vir. Sigam com atenção os desenvolvimentos neste blog, pois vai valer a pena.